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葡萄牙语:匈牙利和斯洛伐克希望通过克罗地亚进口俄罗斯石油

匈牙利外交部长彼得·西雅尔多周一在其X账户上写道:“我们请求克罗地亚批准通过亚得里亚海输油管道向匈牙利和斯洛伐克输送俄罗

匈牙利外交部长彼得·西雅尔多周一在其X账户上写道:“我们请求克罗地亚批准通过亚得里亚海输油管道向匈牙利和斯洛伐克输送俄罗斯石油。”他还提到两国面临的“能源安全挑战”。

自1月27日以来,围绕德鲁伊巴输油管道重启的紧张局势不断升级。该管道此前途经乌克兰,向布达佩斯和布拉迪斯拉发输送俄罗斯石油。然而,基辅指责莫斯科在其领土遭受袭击期间炸毁了该管道。

匈牙利和斯洛伐克则指责乌克兰方面拖延管道的重启,尽管管道已经修复。这条管道对这两个欧盟内陆国家至关重要:匈牙利80%的石油消耗都经由德鲁伊巴输油管道。

匈牙利和斯洛伐克认为,欧盟正利用德鲁伊巴输油管道向匈牙利施压。此前,与莫斯科和唐纳德·特朗普保持密切联系的布达佩斯一直反对乌克兰加入欧盟。

与邻国匈牙利立场一致,斯洛伐克总理罗伯特·菲佐认为,重启输油管道被用于政治目的:他宣称,“我认为,如今围绕石油的种种举动,是对匈牙利的一种政治讹诈,因为匈牙利在乌克兰加入欧盟问题上立场强硬。”

菲佐并未提供任何证据,却声称只有匈牙利放弃反对乌克兰加入欧盟的立场,欧洲才会批准重启输油管道。周一,莫斯科在一份声明中表示支持这些说法。

尽管此举最终会增加整个过程的成本,但布达佩斯和布拉迪斯拉发已请求克罗地亚授权通过亚得里亚海输油管道运输石油。这条管道虽然输油能力较弱,但可以帮助匈牙利和斯洛伐克实现原油供应多元化。换句话说,就是要减少对乌克兰的依赖。

自去年以来,由于地理位置偏远,布达佩斯和布拉迪斯拉发获得了美国制裁豁免和欧盟对俄罗斯天然气和石油进口的特许权。

然而,所有依赖“德鲁伊巴管道”的欧洲国家都已放弃了这条管道。另一个内陆国家捷克共和国也关闭了这条管道。除匈牙利和斯洛伐克选择继续从俄罗斯进口石油外,欧盟其他国家都转向了其他路线,这些路线通常成本更高。例如,通过超级油轮和大量进口液化天然气,主要来自美国。

尽管人们仍在等待“德鲁伊巴管道”可能的重启,但这无论如何都是对这条世界上最长的管道的沉重打击。这条管道全长超过4000公里,从俄罗斯延伸到欧盟中心地带。“德鲁伊巴管道”于1963年投入使用,象征着莫斯科与其卫星国之间的社会主义团结。如今,它却成了欧洲中心地带、前苏联国家之间裂痕的象征。这颇具讽刺意味,因为在俄语中,“德鲁伊巴”的意思正是“友谊”。

“Pedimos à Croácia que dê sinal verde para a entrega de petróleo russo à Hungria e à Eslováquia através do oleoduto Adria”, escreveu o ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjarto, em sua conta no X nesta segunda-feira. Ele também menciona um “desafio de segurança energética” para os dois países.

Desde 27 de janeiro, as tensões aumentaram em torno da reativação do oleoduto Droujba, que até então transportava petróleo russo para Budapeste e Bratislava, passando pela Ucrânia. No entanto, Kiev acusa Moscou de ter bombardeado o oleoduto durante ataques em seu território.

A Hungria e a Eslováquia, por sua vez, acusam os ucranianos de retardar a reativação do oleoduto, embora ele já tenha sido reparado. Um oleoduto, aliás, vital para esses dois países sem litoral da União Europeia: 80% do consumo de petróleo húngaro passa pelo Droujba.

Cenário geopolítico

De acordo com a Hungria e a Eslováquia, a União Europeia estaria usando o oleoduto Droujba para pressionar a Hungria. Até agora, Budapeste, que manteve uma proximidade com Moscou e com Donald Trump, se opõe à adesão da Ucrânia ao bloco europeu.

Na mesma linha de seu vizinho, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, considera que a reativação do oleoduto seria usada para fins políticos: “Vejo o que está acontecendo hoje em torno do petróleo como uma forma de chantagem política contra a Hungria devido à sua posição inflexível sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia”, declarou ele.

Sem fornecer provas, Fico afirma que a Europa só dará o aval para a reativação do oleoduto se a Hungria desistir de sua oposição à adesão da Ucrânia. Nesta segunda-feira, em um comunicado, Moscou afirmou apoiar essas alegações.

Croácia como plano B

Embora a medida acabe encarecendo o processo, Budapeste e Bratislava pediram à Croácia que autorize o transporte de petróleo via o oleoduto do Adriático. Um outro oleoduto, embora menos potente, mas que permitiria à Hungria e à Eslováquia diversificar seus fornecimentos de petróleo bruto. Ou seja, tornarem-se menos dependentes da Ucrânia.

Desde o ano passado, Budapeste e Bratislava obtiveram isenção das sanções americanas e derrogações europeias sobre as importações de gás e petróleo russos, devido ao seu isolamento geográfico.

Ficar sem o Droujba

No entanto, todos os países europeus que também eram abastecidos pelo Droujba abandonaram esse oleoduto. É o caso de outro país sem litoral, a República Tcheca, que também fechou a válvula. Com exceção da Hungria e da Eslováquia, que optaram por manter o abastecimento de petróleo russo, os outros países da União Europeia se voltaram para rotas alternativas, muitas vezes mais caras. Um exemplo é via superpetroleiros e grandes importações de GNL (Gás Natural Liquefeito), principalmente dos Estados Unidos.

Enquanto aguarda uma possível reativação, esse é, de qualquer forma, um golpe para o oleoduto Droujba, que é o mais longo do mundo. Com mais de 4 mil quilômetros de extensão, este oleoduto vai da Rússia até o centro da União Europeia. Colocado em operação em 1963, ele representava a unidade socialista entre Moscou e seus satélites. Hoje, Droujba se tornou o símbolo de uma fratura no coração da Europa, entre antigos países soviéticos. Um paradoxo, considerando que em russo, Droujba significa amizade.